Morreu após trocar tiros com a polícia, na noite desta segunda-feira (1º), o chefe do tráfico de drogas da localidade conhecida como "Iraque", situada bairro de Barro Duro, em Salvador.
Identificado como Idivaldo Souza Santos, de 38 anos, conhecido pelos apelidos Nenê, Boca de Prata, Kainha e Coroa do Iraque, o suspeito era apontado como fornecedor de armas para organizações criminosas em disputa por territórios na Bahia. Ele também estaria envolvido no assassinato do empresário Jefferson Sobrinho, dono de um depósito de bebidas em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, crime cometido para tomar posse do estabelecimento da vítima.
Ele morreu após entrar em confronto com policiais da Companhia Independente de Policiamento Especializado Polo Industrial (CIPE/POLO), na altura do km 77 da BA-099, logo após a ponte sobre o Rio Sauípe, na Região Metropolitana de Salvador. A ação ocorreu durante um patrulhamento tático especializado, realizado com o apoio da Polícia Federal, para coibir o transporte interestadual de ilícitos na Região Metropolitana.
De acordo com a polícia, os agentes identificaram um veículo modelo Hilux de cor prata, ocupado por quatro pessoas, trafegando em atitude suspeita na localidade de Vila Mar. Ao perceber a presença policial, o motorista tentou fugir, dando início a um acompanhamento que culminou em uma tentativa de abordagem. Durante a ação, houve troca de tiros, e um dos ocupantes do veículo, Idivaldo, foi atingido e morreu no local. Os outros três suspeitos conseguiram fugir para uma área de mata e não foram localizados.
Além do veículo, os policiais também apreenderam uma pistola calibre .40, marca Taurus, modelo 940, carregada com nove munições, além de dois smartphones e 46 maços de cigarros de diversas marcas.
A ação contou com o apoio de uma viatura do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), e os materiais apreendidos foram apresentados na 2ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) de Alagoinhas.
Idivaldo era considerado um dos principais articuladores do crime organizado na região, sendo apontado como responsável por diversos homicídios, incluindo a execução do empresário Jefferson Sobrinho, dono de um depósito de bebidas, encontrado morto em Simões Filho no dia 25 de junho de 2024. Segundo investigações, após o assassinato, Nenê e seus comparsas expulsaram a família da vítima da comunidade e tomaram posse de seus bens.
Além do tráfico de drogas e homicídios, Idivaldo também estaria envolvido no suposto pagamento de propinas a policiais militares, chegando a desembolsar até R$ 30 mil para garantir a continuidade dos negócios ilícitos na região sem interferência das forças de segurança.
A morte do traficante gerou tensão no Barro Duro, onde criminosos ligados à facção Bonde do Maluco (BDM), liderados por Alagoneis, o “Galo”, e Bruno, o “Bruninho”, estariam planejando represálias, como possível toque de recolher na comunidade, além de ataques, como incêndios a ônibus.
Diante da possibilidade de ataques, a Polícia Militar e a Polícia Civil reforçaram o policiamento em Barro Duro e em outros pontos estratégicos da RMS para evitar atos de violência.
Fonte: Bnews
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