Quase 20 dias após a prisão, o empresário suspeito de vender maconha líquida foi solto em Salvador. Vitor Lôbo foi colocado em liberdade na última sexta-feira (28).

A informação foi confirmada por um dos advogado dele, Alberto Carvalho, à reportagem. De acordo com o representante, a decisão foi tomada pela própria Polícia Civil, que não teria encontrado motivos para a conversão da prisão temporária em preventiva, pois Lôbo teria esclarecido "todos os pontos das acusações, provando [sua inocência] com farta documentação". Ele também entregou o passaporte para demonstrar interesse em esclarecer o caso.

Os advogados Henrique Abbade e Abdon Abbade, também à frente do caso, reforçaram as informações. Eles explicaram que, ao longo da investigação, Lôbo não poderá sair da capital baiana sem autorização prévia, foi proibido de manter contato com os demais investigados e deverá se afastar das atividades na Associação de Apoio ao Tratamento com Canabinoides (AATAMED) e na empresa CBD MED Brazil.

Em nota, a Polícia Civil informou que o suspeito "contribuiu com as investigações e as informações fornecidas por ele vão auxiliar na identificação e prisão dos demais envolvidos no esquema criminoso".

Disse ainda que "dentro da normalidade legal, ele assinou termo de compromisso e responde em liberdade".

Suposta organização criminosa

Vitor Lôbo é dono de uma empresa autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a comercializar maconha líquida para fins medicinais. Mas, de acordo com a investigação, o material era usado de forma ilegal, como refil de cigarro eletrônico, o "vape".

O empresário foi preso no último dia 10 de março, no Corredor da Vitória, área nobre de Salvador. Ele foi alvo de uma operação que pretendia desarticular uma organização criminosa, dedicada à venda de maconha líquida para o uso em vapes.

Na ocasião, outro homem também teve o mandado de prisão cumprido em São Paulo. Mas ele já estava preso por tráfico de drogas e armas.

Ao todo, 27 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, sendo 21 em Salvador, dois no Paraná e um em São Paulo. A Polícia Civil informou que o material apreendido foi encaminhado à perícia.

As investigações começaram em outubro de 2024. Desde então, o inquérito é conduzido pela Polícia Civil da Bahia, mas, ao final das apurações, o caso será encaminhado à Justiça Federal, conforme solicitação do Ministério Público Federal (MPF).

Presidente de associação preso

Um dia antes da soltura de Lôbo, na quinta-feira (27), o presidente de uma associação de tratamento médico com uso da maconha também foi preso. Rafael Gomes dos Santos Oliveira se apresentou na sede do Departamento Especializado de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), em Salvador, acompanhado de um advogado.

Ele era procurado há uma semana por suspeita de participar do esquema criminoso. Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que o homem falsificou documentos para comprar derivados da cannabis de forma irregular.

À reportagem, a defesa do suspeito disse que ele se apresentou espontaneamente, já prestou declarações, esclareceu todos os fatos e está custodiado aguardando o encerramento do inquérito.

Fonte: G1 / Foto: Reprodução


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